Em entrevista, Henri Boisrolin dirigente do Comité Democrático Haitiano, critica a presença e actuação das tropas das Nações Unidas no Haiti. Para ele a ocupação do Haiti é um novo esquema de dominação, para sufocar a rebelião popular contra as péssimas condições de vida no país. 70% da população activa não tem emprego; a taxa de mortalidade infantil é de 80 em mil; a taxa de analfabetismo supera os 70% no campo e chega a 50% nas cidades. A expectativa de vida não chega aos 50 anos.
As tropas da ONU entre as quais há argentinos, uruguaios, chilenos e brasileiros operam repressivamente contra a população haitiana, razão pela qual existem inúmeras denúncias, que em geral ficam totalmente impunes.
Um dos casos documentados pelas organizações de direitos humanos, foi o massacre ocorrido na comunidade de Cité Soleil em 22 de dezembro de 2006, em que 10 mil pessoas pediam o regresso do ex-presidente Aristide ao país e a saída das tropas estrangeiras. Como resposta as forças da ONU mataram 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças.
Tudo isto vem acontecendo sob uma capa de silêncio, generalizado a nível informativo. O Haiti não conta nas matérias de jornais e muito menos nas telas das televisões. O seu povo não conta nas estatísticas populacionais, mas apesar disso o seu povo não se resigna e segue na luta.
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
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