Tenho seguido com mais ou menos atenção as discussões de alguns camaradas, sobre a melhor forma de fazer a revolução, que parece urgente e necessária, pois já observamos que o panorama mundial e por extensão o do país, não terá uma reversão que torne a vida dos portugueses mais feliz e justa.
O liberalismo capitalista faliu e não encontrará novas formas para além das mesmas, que só beneficiam o grande patronato e a elite por eles patrocinada !!!
No entanto, deparamo-nos com um dilema: este governo ou outro da mesma igualha, não sairá do poleiro de mote próprio,....que fazer então ?? bom,...em todos os Continentes as acções de mudança têm características próprias, segundo a conjuntura local, os meios disponíveis, etc...!
No caso português e europeu (uma vez que pertencemos à UE) na minha opinião pessoal, entendo que os cidadãos de todos os quadrantes se devem unir em torno do Partido da classe operária, dos pequenos e médios comerciantes, dos profissionais liberais, intelectuais e outros,...pois o PCP não é um partido sectário, TODAS estas pessoas em união, mesmo não sendo filiadas no Partido terão voz, poderão apresentar propostas e modos de actuação, congregar vontades e dirijir acções !!
O que importa é ter a consciência que o inimigo é comum e chama-se CAPITALISMO NEO-LIBERALISTA
Para outras formas de luta, as condições não são favoráveis, os militares estão bem e recomendam-se, não existe guerra colonial e a globalização serviu também para agrilhoar os movimentos de esquerda e a sua acção estratégica !
Com a certeza de que estarei sempre com todas as formas revolucionárias conscientes e organizadas, deixo-vos aqui as palavras dum revolucionário brasileiro Carlos Marighella, militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro) que deixou o partido, para fundar um movimento guerrilheiro para combater a ditadura militar !
Palavras de Marighella, em Agosto de 1969
" Os dirigentes da nossa organização, não podem provir de eleições. Os dirigentes surgem da acção e da confiança que despertam pela sua participação pessoal nas acções. Todos nós somos guerrilheiros e não homens que dependem de votos de outros revolucionários ou de quem quer que seja para se desempenharem do dever de fazer a revolução. O centralismo democrático não se aplica a Organizações revolucionárias como a nossa. Na nossa Organização o que há é a democracia revolucionária. E a democracia revolucionária é o resultado da confiança no papel desempenhado pela acção revolucionária e dos que participam da acção revolucionária."